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Sobre sentimentos e Renovação

   

Escrito por Pervaleo em 30/08/2019

 

 

Era uma tarde, dos primeiros dias de janeiro. O clima estava quente e a energia também. Janeiro tem dessas coisas, essa áurea de esperança, de mudança. E acredito que por isso, o mês inteiro segue com esse mesmo espírito de renovação.

Nenhum mês é recebido com tanta festa, tanta positividade, tantos sentimentos...

Eu caminhei pela livraria e observei como estava movimentada. Cheia de pessoas com listas de material escolar, livros para doação, solicitação de descontos. Algumas pessoas estavam se reencontrando, no café que havia no final do corredor. E eu fiquei pensando: quais seriam os sentimentos que elas depositaram nesse primeiro mês do ano? O que será que elas pensaram na virada do relógio? Afinal, nenhum mês é recebido com tanta festa, tanta positividade, tantos sentimentos...

E por falar em sentimentos, será que conseguimos ser inteiros com o que sentimos e honrar de fato, aquilo que é o nosso combustível?

E me lembrei de uma música de Arnaldo Antunes, em que ele pede socorro, pois ele já não esta sentindo nada. Ele suplica, para qualquer alma, até mesmo uma penada, que lhe ajude. E conclui que precisa de alguma coisa. “Qualquer coisa que se sinta. Em tantos sentimentos Deve ter algum que sirva”.

E de fato, são vários sentimentos que temos. O psicólogo e cientista David Hawkins, criou uma escala de sentimentos, onde conseguiu verificar a frequência vibracional de cada um deles.

Se os sentimentos são o combustível para a nossa alma, porque  nós determinamos que, alguns sentimentos são bons e outros ruins? David, não separou assim. Não existe o bom ou não. Tudo faz parte do que somos. E para sermos inteiros precisamos sentir cada coisa. E mais do que sentir, precisamos honrar cada parte do que somos. Então, fingir que não se sente algo, não existe. Você já sentiu.

Assim, me peguei pensando novamente. Será que nas primeiras horas de Janeiro, fui verdadeira e honrrei todos os sentimentos que tive? Será que me envergonhei de algo que não fiz ou que fiz no ano que passou? Qual a alegria verdadeira de receber o novo ano? Como posso fazer para me manter com a mesma frequência pelos próximos 365 dias.

Será que todas essas pessoas estão sentindo o mesmo que eu? Estão prontas para falar e ouvir os seus próprios sentimentos? Será, que no meio de tanta informação e cobrança do nosso mundo moderno e tecnológico, nós ainda conseguimos sentir? Ou vivemos apenas mudando de ano em ano? Tento minutos de alegria, fé, amor. Acordando e tendo uma vida no piloto automático.

Ter uma vida é fácil. Viver a vida, para os fortes. Sentir, ah o sentir... isso, é somente para aqueles que conseguem sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo inteiro.

Isso é sentir. Isso é ser inteiro. Honrar com plenitude nossos sentimentos. De janeiro a janeiro

Texto escrito por Alice Mello

 


Escrito por

Pervaleo

04 years - Administrador
Website and Audiovisual Producer which aims to inspire people to do sports, arts and be sustainable. Website e Produtora audiovisual que tem por objetivo inspirar as pessoas a se envolver com esportes, artes e sustentabilidade.

 

 

 


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Bia Bastos: Lindo demais, Alice! Parabéns! :)
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